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Não vote como um robô teleguiado. Imagem criada por IA, baseada no Frank, personagem do desenho Picapau

Controle da mente. Você acredita?

Eu acredito. Até já escrevi um livro com este tema. Calma, não pretendo dominar a sua vontade e te obrigar a fazer nada. Nem mesmo comprar o livro. Deve ser uma decisão sua.

É um livro sobre uma história fictícia, sobrenatural, em que um rapaz é arrancado do corpo e se transforma em algum tipo de alma penada. O personagem é mulherengo, irresponsável e inconsequente. Foi expulso de casa quando a sogra descobriu as aventuras extraconjugais dele, enquanto a esposa estava grávida. Ele nem chegou a conhecer o filho recém-nascido.

O oposto de um herói.

Mas durante a trama ele mantém a lucidez e a determinação para reencontrar o próprio corpo, tentando recuperar a vida que tinha antes. Uma vida desregrada, mas que pode voltar a ser controlada por ele, quando aprender a viver dentro de algumas regras e tiver a capacidade de fazê-lo.

Durante a trajetória ele invade e controla os corpos de outras pessoas. E aprende a ajudá-las. Passa a entender como outras pessoas pensam e sentem. Chega ao final do livro transformado, com outro pensamento, se aproximando do papel de herói. Você pode concordar ou não com a decisão final que ele toma, mas vai ter a certeza de que é uma decisão dele, sem interferência de outra pessoa pensando por ele.

E por que estou comentando isto agora? Porque o controle mental alheio está sendo exaustivamente praticado neste momento, no mundo real.

Veja estes pontos de atenção neste momento. Estamos em ano eleitoral, vendo dois grupos se digladiando para obter a Presidência da República.

Eu e você estamos no meio da disputa, como o alvo deles, por determos o poder de eleger um ou outro. Os dois grupos querem controlar a nossa mente, e estão trabalhando arduamente nesse objetivo: o nosso voto.

E o que a maioria das pessoas faz? Se comporta como cordeirinhos amestrados ou robozinhos submissos programados para uma única função: votar. Bastam alguns minutos na Internet para ver isto. Um meme ofendendo uma pessoa pode determinar um voto, sem qualquer critério. Depois do voto provavelmente seremos esquecidos.

Os alvos prioritários são as pessoas desatentas, as mais fáceis de ser manipuladas. Embora também existam pseudointelectuais, igualmente teleguiados, com outros interesses alimentados pelos mesmos votos. Alguns podem pretender satisfazer o ego ou aumentar a própria influência. Ou apenas ganhar dinheiro.

Muitos eleitores são governados por preconceitos criados pelos manipuladores, sejam contra nomes de pessoas, contra nomes de regimes ou contra sistemas de governo. Regime e sistema de governo são coisas diferentes, mas isto eles não vão contar, Pessoas podem ser influenciados por opiniões contrárias ou a favor de decisões governamentais, ou qualquer outra coisa usada na polarização, sem uma análise crítica. Qualquer palavra que não entendam pode ser usada para criar um preconceito. Na última eleição, a palavra “fascista” foi usada indiscriminadamente, sem uma explicação clara. Foi só um rótulo para mudar votos.

Eleitores acreditam nas mentiras mais fantasiosas, se puderem ver algum tipo de vantagem pessoal, sem pensar se são promessas possíveis ou apenas delírios para controle de massas.

Os preconceitos e mentiras são usados para criar personagens idolatrados, sem chance de serem vistos como pessoas reais. Diariamente instituições, sérias ou não, são atacadas. Muitas vezes por outras instituições que deveriam trabalhar em conjunto.

Se está lendo isto, acredito que você já tenha uma base sólida, com opinião própria justificada. As pessoas alvo de manipulação dificilmente estariam aqui lendo. Você pode ajudá-las, conversando pessoalmente com as que conhece.

Um voto deve ser secreto e individual. Mas o entorno dele pode ser deduzido. Se o argumento das pessoas não tiver um embasamento, tente mostrar outra linha de pensamento, com base em opinião própria, como o personagem do livro.

Compare com o processo que você mesmo usa. Não aceite “vi na Internet” ou “me contaram” como argumentos definitivos. A informação foi conferida e entendida? Ou foi só mais um preconceito inventado?

Uma sugestão: leia o livro “Encosto” antes da conversa, enquanto você está no controle da sua mente. Talvez o personagem mostre como usar a própria determinação. Sem preconceitos.

Só não deixe te colocarem uma coleira, que pode ficar muito desconfortável quando tentarem aumentar o controle, apertando o seu pescoço até te asfixiar.

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